terça-feira, 13 de agosto de 2013

Visitando os Naufrágios em Ilha Bela

Caros amigos,

Este post é dedicado a vocês que assim como eu curtem Naufrágios. Estes grandes pedaços de metal no fundo de nossos mares são verdadeiros museus, cada um com a sua história, guardam segredos de inúmeras pessoas, nações e épocas.

Falarei dos mergulhos que fiz no dia 11 de fevereiro em Ilha Bela nos naufrágios Velasquez e Terezina. A operação foi feita com a Universo Marinho do Andreoli. Mas este não é post técnico sobre naufrágios, mas conta um pouco do que aprendi com as situações a qual foi exposto.

No mergulho do Velasquez a temperatura do ar era de 30 graus, e da água 18 graus, a visibilidade de 12 metros aproximadamente, meu cilindro iniciou com 184 bar e terminou com 43 bar. O mergulho chegou a 17 metros e teve 01:13 de duração. Classifiquei-o como excelente.

Inicialmente tive dificuldade para descer, pois a minha respiração estava descontrolada, algo que hoje eu aprendi a controlar mais. Ao cair na água perdi a presilha da máscara, causando um pequeno stress mas não colocou o mergulho em risco. Protamente troquei por uma da operação do Andreoli. O naufrágio em si não é muito bom, pois é uma porção de ferros retorcidos, porém, algumas partes são fáceis de identificar. O Andreoli estabeleceu que eu fosse seu dupla, e iriamos no final da turma, porém no meio do mergulho acabei mudando de dupla, pois ele retornou com a esposa deste meu novo parceiro. Ele me sinalizou que voltaria e indicou para que fossemos a nova dupla. Neste instante meus conhecimentos, minha experiência foram colocadas a prova, pois me foi delegada a responsabilidade de guiar um novo parceiro. A primeira coisa que fiz foi seguir a regra primordial do mergulho Parar - Pensar - Agir. Me acalmei e tomei a frente da dupla, mesmo sem o conhecer e combinar sinais. Procurei por todo o mergulho manter as rotinas básicas, monitorando gás, tempo de fundo, profundidade e direção. Rolou uma certa confusão quando eu fazia alguns sinais para o meu dupla, pois ele tinha pouquíssimos mergulhos com Advanced, logo ele não sabia bem os sinais. A partir deste episódio fui procurar e pedi ao Cesar Gentille me enviar alguma apostila sobre sinalização. Usamos lanternas sem necessidade. Por causa da situação abri mão de fotografar ou filmar o mergulho para prestar atenção exclusivamente no meu dupla. Vimos muito pouca vida marinha. Ao voltarmos para a superfície meu dupla estava radiante de alegria e me agradeceu muito por ajudá-lo. Neste instante fui picado pela magia do que é ser um Dive Master ou um Instrutor.

Para o novo mergulho, desta vez Terezina, combinei na superfície com o meu dupla e sua esposa alguns sinais e cuidados para tomarem um com o outro, pois agora eu teria duas pessoas sob minha responsabilidade.

Neste ponto a água estava com temperatura de 20 graus e a visibilidade também em 12 metros mais ou menos. Meu cilindro começou em 192 bar e finalizou em 28 bar. Chegamos aos 14 metros e tempo total de fundo de 01:06. Com meus novos parceiros seguimos os procedimentos de verificação de gás, profundidade. Coloquei-os para mergulhar a minha frente e sempre pedia para que o marido verificasse o gás da esposa e me apontasse. Guiei-os com muita tranquilidade e segurança. Quase não dá para você identificar o naufrágio, ele está bem retorcido, porém, vimos muita vida marinha, inclusive uma raia que me assustou quando tentei tirar uma foto. Vimos também uma moréia e pela primeira vez vi uma lagosta.

Bem meus amigos, ficou uma bela lição com estes mergulhos, seguir sempre a regra de ouro: PARAR - PENSAR - AGIR. Sai irradiante de alegria com a minha performance pois até então eu possuia apenas 30 mergulhos em meu Logbook.

Espero que tenham curtindo este breve relato.

Até a próxima!!!


Naufrágio Velasquez

Naufrágio Velasquez

Naufrágio Velasquez

Naufrágio Velasquez

Moréia

Raia

Naufrágio Terezina

Naufrágio Terezina

Naufrágio Terezina

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