quinta-feira, 19 de julho de 2012

Não pára, não pára, não pára: Pós-curso - praticando e se divertindo - parte 1

Uma vez descoberto o universo do mergulho, é impossível você não estar apaixonado e com vontade de mergulhar mais e mais. Por isso, é muito comum logo depois de fazer o check-out, em geral na semana seguinte, os mergulhadores formados sairem para o mar se divertir.

Não muito diferente disso, na primeira oportunidade que tive saí para mergulhar. Aproveitando justamente o feriadão do Carnaval de 2012 que coincidiu com o primeiro final de semana pós eu ter feito o meu batismo.

O destino foi novamente a Ilha Vitória, em Ilha Bela, com a NDS (http://www.nds-mergulho.com.br) partindo do Saco da Ribeira em Ubatuba, logo, fiz o mesmo itinerário do meu check-out, mas desta vez sem qualquer preocupação em fazer os exercícios para ser aprovado no curso, e sim para curtir 02 mergulhos recreativos.

Novamente não consegui descer com uma máquina fotográfica nestes mergulhos, acho até bom que não tenha dado certo ainda fotografar as maravilhas do mundo submarino, assim eu consegui me concentrar em fazer todos os procedimentos de modo correto, e a medida em que eu estiver mais seguro poderei descer e então registrar as belas visões.

Em ambos os mergulhos utilizei um lastro de 12kg, o cilindo com pressão inicial em 200 bar e final em 50 bar, porém, a profundidade máxima que atingi foi de 13mts em virtude das condições da água, pois durante os meses de janeiro, fevereiro e março, o litoral norte de SP enfrentou um efeito de águas muito frias na profundidade,  estávamos com cerca de 13 graus, visibilidade de 5 mts, e acima de 10 mts as águas ficavam mais quentes. Porém, este fator fez com que cada mergulho durasse cerca de 1 hora.

Foi a primeira vez então que mergulhei com um dupla desconhecido e não com o instrutor. Meu dupla possuia cerca de 20 mergulhos e eu partindo para o 5o e 6o.

No primeiro mergulho demoramos muito tempo procurando bons pontos de visibilidade, das as condições de temperatura da água. Quando atingimos os 13 mts minhas mãos chegaram a ficar roxas e quando retornei para uma faixa de água quente, nos 10 metros elas voltaram ao normal rapidamente. Minha compensação foi muito boa, flutuabilidade também, e consegui controlar a respiração normalmente, parecia que eu já estava muito acostumado com o ambiente.

Já no 2o mergulho como estávamos sem bússola, eu nem mesmo saberia usar uma ainda, chegamos a submergir para verificar a qual distância estávamos do barco. Mas fomos agraciados logo ao descermos para este segundo mergulho pela visita de uma tartaruga muito próxima de nós, o que fez com que eu tivesse uma história bem legal para contar para a minha esposa quando voltei para a casa, já que ela adora tartarugas. Em alguns momentos eu acelerei em excesso as pernadas para voltarmos ao barco e terminar com 50 bar no cilindro, o que fez com que eu perdesse a visibilidade do meu dupla, que estava muito mais tranquilo do que eu.

Nos dois mergulhos pudemos observar uma grande diversidade de espécies de peixes nos corais, nadamos entre cardumes e tudo mais.

Mas, como eu não estava com um bom preparo físico sofri no dia seguinte com dores pelo corpo, por causa do peso do equipamentos, portanto meus amigos, é bom ao sair para mergulhar também estar com as atividades físicas em dia, correr na esteira para melhor as condições cardio-respiratórias e musculação ou qualquer outra atividade que exercite a musculatura.

De uma coisa eu posso falar para vocês, mesmo com todas as dificuldades do nosso dia-a-dia, guarde pelo menos 02 vezes ao ano, 01 por semestre para você mergulhar. Manter o contato é muito importante para se sentir seguro, e continuar praticando este fantástico esporte.

Espero que este relato ajude muito alguns de vocês a observarem fatos e dados para as suas divertidas saídas. No próximo post eu vou relatar os meus mergulhos de número 07 e 08, pois foram realizados em outros pontos do litoral norte de São Paulo.

Até a próxima!

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