segunda-feira, 9 de julho de 2012

Sobre o meu Open Water Dive - parte 2

Caros amigos leitores, seguindo o meu post anterior, continuarei a escrever sobre o meu curso do Open Water Dive. Desta vez para falar sobre a parte prática em águas abertas.

Como falei em outros posts, uma das coisas que achei mais interessantes nas aulas com o Cesar Gentille foi o fato de poder praticar em outro ambiente, o de represa. Os dois primeiros mergulhos em águas abertas ocorreram em 11 de fevereiro de 2012, na represa de Paraibuna, interior de São Paulo, que pode ser acessada pela Rodovia dos Tamoios. Um lugar fantástico, com uma história muito interessante, como a da cidade velha que está completamente em baixo d'água, vale a pena dar uma olhada na wikipedia um pouco sobre o lugar http://pt.wikipedia.org/wiki/Represa_de_Paraibuna 

Infelizmente, eu não registrei muitas coisas em meu LogBook. Primeiro porque eu não sabia que deveria registrar as informações destes mergulhos nele, para mim era somente um ambiente de exercícios, segundo porque no módulo teórico não falamos sobre como se deve preenchê-lo e eu acabei não perguntando ao meu instrutor.

Do pouco que consegui registrar foi termos descido a 09 metros, e meu primeiro cilindro estava com pressão inicial em 200 bar e final em 50. Usei um cinto de lastro de 12kg, além dos equipamentos cedidos pelo Cesar, inclusos no curso como roupa de neoprene, colete e regulador. Utilizei apenas a máscara que eu recém havia adquirido da marca Mares e um par de nadadeiras que eu comprei no kit básico vendido pela Decathlon, e que deveriam ser usadas em piscinas, ou praticando snorkeling do que para mergulho, mas em um próximo post eu escreverei sobre o meu setup de equipamentos e aí falaremos sobre as escolhas mais adequadas.

A temperatura da água estava muito agradável, porém a visibilidade em represa é muito ruim, dada a grande concentração de sedimentos na margem. Em Paraibuna, a sua mão chega a afundar por 40 cm numa camada de lodo na margem.

Lá embaixo fizemos alguns procedimentos aprendidos na piscina, como desalagamento da máscara, purgar o 1o estágio, soltá-lo e depois recuperá-lo, usar o 2o estágio do dupla, e a subida expirando ar pela boca e controlando a saída de ar.

Aqui sim comecei a viver o ambiente do mergulho, e principalmente, conheci outros aficcionados por este esporte tão empolgante e nas conversas aprendi ainda mais, muitos deles me deram macetes, pude observá-los bastante.

Se há boa dica que eu posso lhes dar neste post é: nunca se esqueça de registrar seus mergulhos em seu LogBook. Pois com isso além de escrever os dados técnicos, isso lhe permitirá fazer suas próprias reflexões sobre o seu aprendizado durante este maravilhoso período embaixo d'água, registrando as boas sensações, fazendo uma auto-crítica a você mesmo sobre os pontos que podem ser melhorados nos próximos.

Vou ficando por aqui, e no próximo post falaremos sobre o "batismo" no mar.

Até lá.




Represa de Paraibuna - SP

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